domingo, 26 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
OS MOINHOS E O MAR - 2
MOLINOLOGIA - MOINHOS de água – AGUILHÃO: veio em metal ou pedra que se encontra na base da árvore do rodízio e que suporta todo o aparelho motor e moageiro. AGULHÃO: veio em metal ou pedra que se encontra na base da árvore do rodízio e que suporta todo o aparelho motor e moageiro; ou ponta metálica no eixo exterior das rodas de água verticais e que lhes serve de apoio; ou veio ou ponta de apoio no extremo posterior do mastro dos moinhos de vento.
MAR - AGUILHÃO: pedra com uma extremidade aguda e que está colocada dentro de um rio. AGULHÃO: agulha magnética por cujas indicações se faz a navegação
Os moinhos confundem por vezes estas duas palavras, o que não acontece na náutica em que os sentidos estão perfeitamente definidos. Contudo, embora nomeando objectos diferentes nas duas áreas, eles são semelhantes no seu desenho e na sua finalidade: são as pontas que se encontram nas extremidades dos veios ou eixos com idêntica finalidade; por outro lado também se dá este nome à agulha magnética porque, exactamente, tem um desenho muito parecido.
AGULHA
MOLINOLOGIA - MOINHOS de vento - utensílio de aço em forma de estilete com um bico numa ponta e um furo na outra destinado a coser as velas.
MAR - instrumento metálico filiforme usado para coser as velas.
Este utensílio usado em diversas áreas da vida humana, é-o também aqui e com muita frequência. Tem a mesma aparência, eventualmente com pequeníssimas diferenças, e a mesma finalidade: coser o pano. Como se disse não é usado unicamente por estas áreas nem, de certeza, foi por elas inventada.
AGULHETA
MOLINOLOGIA - peça pertencente ao aliviadouro que permite aliviar a mó, isto é, separar ou aproximar a mó do poiso.
MAR - tubo de cobre ou latão que é enroscado na extremidade das mangueiras das bombas de incêndio.
Neste caso encontramos uma palavra para dois objectos muito diferentes e com finalidades também muito diferentes. Só com muito esforço poderíamos encontrar no seu desenho filiforme algumas semelhanças que não chegariam, contudo, para vermos alguma relação entre elas.
SANTIAGO DE COMPOSTELA e OURENSE
Em ano de Xacobeu todos nos sentimos um pouco tentados a visitar Santiago de Compostela. Quando no início de Outono de 2009 os nossos filhos decidiram, mais ou menos de repente, fazer o Caminho de Tui a Santiago, combinámos ir buscá-los 5 dias depois a Santiago aproveitanto para rever a cidade, suas igrejas e monumentos, e abraçar e pedir a protecção do Santo. Mas o homem põe e Deus dispõe; e assim três dias depois acabámos por ir só até Pontevedra onde nos encontrámos com nossos peregrinos, exaustos e encharcados, pois o mau estado dos caminhos, grande parte deles alagados, o peso da roupa de inverno e as botas desfeitas, os haviam obrigado a adiar os restantes 50 km para posterior caminhada. Mas a ideia de revisitar Santiago, principalmente nesta época tão especial, levou-nos a voltar no Verão. Assim, numa manhã que mais parecia Outono, chegámos a uma Santiago chuvosa e escura, em que nos sentimos solidários com os pobres peregrinos que chegavam debaixo daquele tempo. No entanto, visitar estes locais de peregrinação em certas épocas não é realmente nada fácil. As filas para entrar na Catedral eram tão compridas e compactas que davam várias voltas e faziam desanimar os mais pacientes, ainda por cima debaixo de chuva miudinha. Assim, após um olhar mais ou menos demorado para a grande e sumptuosa Catedral e um pequeno passeio pelas sempre simpáticas ruelas, decidimos abrigarmo-nos da chuva numa das ‘bodegas’ da zona, à frente dum pratinho de ‘tortilla’, um bom ‘queso’ e umas quantas ‘canhas’, seguidos de uma fatia de tarte de Santiago, para nos lembrarmos onde estávamos; e lá seguimos viagem para Ourense, que ainda não conhecíamos. PALÁCIO DA BREJOEIRA
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
UM CONCERTO NO PALÁCIO FOZ
A
Há dias atrás, mais precisamente no dia 31 de Janeiro, fomos assistir a um concerto na Sala dos Espelhos do Palácio Foz. Fizemo-lo por informação de uma amiga nossa e foi um completa e agradável surpresa. Primeiro porque foi grátis, o que é difícil de acontecer; em segundo lugar porque foi de grande nível.

A primeira parte foi preenchida por peças musicais executadas por dois virtuosos, um do acordeão – Nelson Almeida, o outro do saxofone – Nuno Miguel Silva, e que formam o grupo SAXACORDEON. A maioria das peças foram adaptadas para esses instrumentos mas nada perderam com isso. Valeu a pena e não podemos esquecer estes nomes.
A segunda parte foi um recital de homenagem a Juan Ramón Jimenez e Federico Garcia Lorca pelo TRIO CEANPA – Cecilia Montserrat (declamação), Paz Jaramillo (piano) e Mª Angustias Cartagena (canto). Tiveram uma convidada cujo nome, infelizmente, não retivemos e que foi parte importante no espectáculo que teve como responsável o Instituto Cervantes. Foram declamados poemas e ditos textos daqueles autores e sobre eles. Com a música como pano de fundo e, por vezes, como protagonista, assistimos a momentos artísticos e emocionais verdadeiramente brilhantes. Ficámos com verdadeira admiração pela pianista.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
UMA VISITA AO MOINHO DE PAPEL DE LEIRIA
Quando se aprecia e respeita o nosso património – qualquer que seja o tipo – não nos podemos esquecer do património arquitectónico. Este é muitas vezes esquecido até por quem tem por missão zelar pela sua manutenção ou até pela sua restauração. Não é o caso presente, se bem que levasse o seu tempo até o podermos visitar como fizemos na semana passada.
A parte relativa ao moinho de papel é pequena, bem mais pequena que o moinho de papel de Paços de Brandão.
Em resumo: é um belo edifício com belos engenhos de moagem, um moinho de papel, tudo a funcionar perfeitamente, com competentíssimas(os) assistentes e que, embora muito recente, nos faz querer lá voltar muito em breve. Não esquecer uma completíssima e muito bem apresentada brochura sobre o Moinho.
UMA VISITA À BATALHA
Um destes dias estivemos na Batalha que já não víamos há algum tempo. Não é que houvesse algo de novo mas é sempre impressionante ver aquelas paredes, umas completas, outras incompletas, que representam tanto para o nosso país: uma das principais batalhas pela independência de Portugal. Até parece politicamente incorrecto estar a falar nisto quando o famigerado acordo ortogáfico tanto tem lutado para subalternizar a Língua Portuguesa, vendê-la a interesses estrangeiros que nada honram Camões e outros escritores de Portugal. E depois querem que a juventude Portuguesa saiba Português... É de chorar!!! Nem a Língua Portuguesa escapa à época de saldos em que se encontra Portugal.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Em meados de Janeiro, numa bela manhã em que o Sol aquecia os corpos e as almas e que fazia viver com mais intensidade todas as cores, deparámos com um grupo de antigos, valiosos e respeitáveis automóveis que são parte de uma colecção de uma pessoa natural do Livramento - Mafra.
Com a sua devida autorização fotografei-os porque me fizeram lembrar quando ‘menino e moço’ os via passar na rua. Pelo menos alguns, porque outros são mais novos, mostrando a sua ainda brilhante genica.
Aqui ficam as suas identificações:
- Citroen BL11-Traction 1946
- Dodge 1946 FourDoor Lux
- Ford A 1928 FourDoor
- Audi Quattro UR 1981
- DKW A7 1936
- Jaguar XK150 1959
- Jaguar E 4.2 1969
UMA VISITA À QUINTA DA BACALHOA
Já tínhamos diversas vezes ouvido falar da Quinta da Bacalhoa em Azeitão: não só pela qualidade dos seus vinhos como também pelo palacete que deu o nome à empresa que produz e comercializa os ditos vinhos. E que, diziam, valia a pena ser visitado.
Também já nos tinham falado dos objectos de Arte que se encontram tanto no citado palacete como junto e dentro das adegas. É realmente um grupo de objectos que merecem ser vistos. Desde os azulejos mais antigos de estilo árabe até aos azulejos tipicamente portugueses há uma variedade enorme de painéis que satisfará qualquer pessoa, mesmo a mais exigente.
No exterior das adegas estão dispostas obras de arte de artistas japoneses, quase todas em pedra. Estão também expostas réplicas dos cavaleiros e dignitários chineses que faziam parte do exército em terracota que estavam no mausoléu do 1º imperador chinês e que se chamavam Guerreiros de Xian ou Exército do imperador Qin. Mas o mais impressionante são as inúmeras e antiquíssimas oliveiras a ultrapassar os 2300 de vida, tendo algumas já cerca de 300 quando Cristo nasceu.
O palacete encontra-se em bom estado de conservação após obras de restauro que lhe permitem albergar também a citada colecção de azulejos. Os objectos que teria contido para uso dos seus anteriores proprietários desapareceram levados por mãos menos dignas. Portanto, tudo o que lá se encontra hoje foi levado às ordens do Comendador Berardo. Podem-se ver as vinhas do tão afamado ‘Quinta da Bacalhoa’, bem como locais de lazer para uso dos proprietários, pelo menos dos anteriores.
Em resumo: um belíssima tarde dum belíssimo dia de princípio de Fevereiro que terminou com uma prova de vinhos – branco, tinto e moscatel – que estava incluída no preço da entrada.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Estes engenhos, com muitíssimas reconstituições actuais feitas por profissionais que ainda trabalham nessa área, que até aos finais do século XIX representavam a única forma de transformar os cereais em farinha, estão ligados a toda uma série de ciências que a maior parte das pessoas não imagina.
Durante algum tempo iremos apresentar neste blogg um grupo de termos que provam a estreita ligação entre a linguagem usada nos moinhos e a usada no mar ou nas suas embarcações. Veremos o que cada um desses termos significa no alto dos montes e nas planuras marítimas, e quais as suas semelhanças e diferenças.
MOLINOLOGIA - Moinhos de Água: portal ou comporta feita em tábuas pregadas em 2 toros que se situa antes da entrada da água na seteira e que, subindo ou descendo nuns rasgos cortados na pedra, impedem ou permitem a passagem da água.

As duas definições, no que concerne às suas finalidades, têm o mesmo significado: impedir ou permitir a passagem de água; no caso dos moinhos essa água irá ou não accionar os seus mecanismos motores. Aqui a adufa é usada nas estruturas de condução de água ao moinho; na náutica propriamente dita constata-se que este termo não nomeia directamente qualquer componente de embarcações mas é aplicado nas estruturas de apoio à sua construção ou reparação. E tanto numa como noutra o material usado é o mesmo – a madeira, podendo ser manobradas manualmente ou não, usando para isso mecanismos próprios. Como vemos existe uma total identidade entre estas duas definições.
MOLINOLOGIA - adaptar algo a outra coisa; dar a feição de algo a outra coisa.
MAR - ajeitar o pano à verga e dispô-lo de modo a dar o melhor rendimento e a apresentar um bom aspecto.
É um termo de uso generalizado podendo-se encontrar em qualquer ramo da vida ou do conhecimento. Para que tal seja possível é apenas necessário que existam duas ou mais coisas a ser comparadas ou adaptadas. Nos moinhos esta adaptação é muito necessária, por exemplo, no sistema de Moagem em que as duas pedras – a mó e o poiso – são tratadas com areia – arear - girando uma sobre a outra tendo areia pelo meio, de modo que, pelo seu desgaste, se afeiçoem uma à outra a ponto de formarem um casal de mós.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
ESCHER e GIACOMETTI
É sempre bom voltar a Évora! Revisitar a cidade muralhada e branca e sentir o Alentejo nas suas ruas é sempre muito agradável! Também é muito atractiva a perspectiva dum almocinho tipicamente alentejano regado com um bom tinto bem maduro. Só isto já justificava uma tal visita mas desta vez também temos outro fito: visitar as exposições de M.Escher (1898-1972) e de M.Giacometti (1929-1990).

Bem hajam as gentes de Évora por estas duas exposições.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
PORTUGAL AIR SHOW 2009 (18-20/09/09)
Embora o dia estivesse quente o céu pressagiava mau tempo: por vezes ficava escuro, as nuvens eram pesadas e o vento trazia recordações de tempestade. Contudo aguentou-se obrigando apenas a ligeiros atrasos no horário previsto.Foi no Aeródromo de Évora que assistimos pela primeira vez a um Festival Aéreo. Em terra convivemos com pequenas aeronaves, umas mais sofisticadas, outras menos (como os ultra-leves).
Vimos também helicópteros de pequeníssimas dimensões se comparados com o da Força Aérea que nos fez uma apresentação de salvamento verdadeiramente impressionante.
Mais tarde, tendo-os já visto em terra, foi a vez de ver voar algumas das velhas glórias da aviação. Outros, como o F-16 não sairam do seu lugar.Hawker Sea Fury (Cores Australianas)
TRÊS CANTOS - 23/10/2009
O encontro foi no Campo Pequeno no dia 23 de Outubro de 2009. A razão foi o Concerto TRÊS CANTOS onde se iria ver e ouvir três dos maiores vultos da música ligeira portuguesa que nos fariam reviver anos da nossa juventude através de algumas das suas cerca de 30 criações:Foi algo de 'mágico', como se costuma dizer hoje. O cenário era despretensioso embora muito agradável. Os músicos e cantores acompanhantes fizeram o seu papel com toda a mestria e competência, dando maior força e alegria ao concerto. As luzes coloridas também contribuiram para um ambiente de festa e alegria.
Como resultado final tivemos um espectáculo de casa cheia, onde até encontrámos bons amigos à procura do mesmo: boa música, bons peomas e velhas recordações. Recordar é viver. Os poemas, alguns já bem velhinhos, revelaram-se, contudo, bem actuais.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Viagem ao sul de Espanha

Às 07h00 da 'madrugada' de uma fresca 2ªfeira de Novembro deste ano lá nos levantámos e preparámos para uma viagem de cerca de 600 km até Córdoba, passando por Sevilha. Parámos no Parque das Nações às 08h00 para nos juntarmos a um casal amigo, nosso companheiro de mais uma viagem.


GRANADA - Nesse mesmo dia partimos para Granada onde chegámos a meio da tarde mas com melhor tempo e melhor acolhimento. A neve na Sierra Nevada era já visível. Ainda que por vezes chovesse, ainda conseguimos visitar a 'Real Capilla de Granada' onde estão sepultados numa cripta, sob os seus mausoléus, os reis católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão, a rainha Joana a louca e o marido, o rei Felipe I, e o príncipe D.Miguel de Portugal que aqui faleceu aquando de uma visita. Passeámos um pouco pela cidade e, no dia seguinte, 'miércoles', cerca das 09h00 lá entrámos para visitar 'La Alhambra' (ou 'A Vermelha') e o Generalife (onde o rei e a corte podiam descansar durante o verão em clima mais ameno). Em 'La Alhambra' há quatro polos do maior interesse: o palácio de Carlos V (cujo único ponto de interesse é o seu pátio redondo interior), el-Alcazar (local da guarnição militar), os palácios de 'La Alhambra' propriamente dita (com pátios belíssimos como o Pátio dos Leões que estavam em recuperação) e os seus lindíssimos jardins. No Generalife, como não podia deixar de ser, a construção é muito mais leve e os seus pátios com os jardins e fontes são belíssimos. Em todos estes complexos é notório o amor à beleza, à cor, ao gosto pelo convívio e ao apreço à natureza. Daqui do alto pode-se ainda apreciar uma vista fabulosa do bairro árabe com as suas tão características casas, branquinhas e viradas para o palácio.


A meio da tarde regressámos a Lisboa ainda a tempo de jantar.
terça-feira, 15 de julho de 2008
CELTIC LEGENDS - Lisboa - 11/07/2008
Apesar de saber a pouco. No entanto, foram duas horas seguidas em que, como dizia o nosso vizinho de plateia, só faltou a caneca de “beer”. A música irlandesa deixa-nos sempre com vontade de bater o pézinho e, ao ver os dançarinos a executar o seu sapateado, sentimo-nos transportados para um alegre e fumarento bar ali para as costas da Irlanda Ocidental, ferozmente batidas pelo Atlântico Norte. Também a voz do solista e as suas baladas nos transportaram para um país de lendas e neblinas, de fadas e duendes, um país do nosso imaginário infantil. Enfim, gostámos muito ... e não fomos os únicos ... por favor, voltem e tragam mais ....
terça-feira, 27 de maio de 2008
Lisboa - Maio/08
A exposição de Baltazar Lobo é interessante, tem bons trabalhos, mas perde um pouco por estar junto de trabalhos do Botero que, embora também sejam belas esculturas de senhoras bastante avantajadas, são de estilo diferente.
Os trabalhos de reparação do jardim de S.Pedro de Alcântara já estão acabados e permitem que um belo recanto de Lisboa esteja disponível para ser desfrutado: não apenas a sua vista – o que já é muito – mas também o próprio jardim em si mesmo: as flores, a sombra, o repouso.No Terreiro do Paço havia uma mancha de cor alertando para a mancha de morte que tantas vezes se podem ver pelo nosso país como consequência dos fogos florestais. Foi uma belíssima ideia a destas escolas. E foi um belo passeio.
Alcabideche - Moinho Americano
As imagens anexas mostram:
1 - uma vista geral exterior do moinho
2 - algumas das rodas metálicas das transmissões existentes no 'inferno', isto é, por baixo do piso onde se encontram as mós
3 - uma vista geral interior
4 - o sistema de maogem em funcionamento
5 - a máquina para limpeza de cereal que aqui chamam de senselardor, noutros lugares chamam aviadouro
6 - os três tipos de cereal aqui moídos, embora neste momento as mós, que são duas como se pode ver em 3, estejam ocupadas pelo trigo - a da esquerda - e pelo milho - a da direita.




