quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Viagem ao sul de Espanha

VIAGEM AO SUL DE ESPANHA




Às 07h00 da 'madrugada' de uma fresca 2ªfeira de Novembro deste ano lá nos levantámos e preparámos para uma viagem de cerca de 600 km até Córdoba, passando por Sevilha. Parámos no Parque das Nações às 08h00 para nos juntarmos a um casal amigo, nosso companheiro de mais uma viagem.

SEVILHA - Após o pequeno almoço lançámo-nos à estrada e quando chegámos a Sevilha fomos direitos à Praça de Espanha que já não víamos há uns anos: 'guapa' como sempre, com os seus belos azulejos, lagos e linhas arquitectónicas. O contraste entre esses azulejos e a tijoleira da construção é fabuloso.



CÓRDOBA - Partimos, depois, em direcção a Córdoba que nos acolheu muito mal, não os seus simpáticos habitantes, mas as suas obras muito mal sinalizadas e sem alternativas visíveis. Nem a polícia nos foi capaz de ajudar. Após 3 horas de tentativas resolvemos ir para outro hotel mais fácil de encontrar. Com isto perdemos 3 horas importantes para visitar esta cidade pois, como era já noite e chovia e pouco poderíamos ver, resolvemos jantar e descansar. No dia seguinte, 'martes', debaixo de uma chuva que por vezes era intensa, lá fomos à redescoberta de 'La Catedral de Córdoba', inicialmente uma mesquita, que congrega dois estilos arquitectónicos tão diferentes: o Árabe e o Gótico. Felizmente que após a reconquista alguém tomou a decisão de, tanto aqui como em Granada e Sevilha, não se destruirem monumentos tão belos só porque tinham sido construídos por adversários religiosos.



GRANADA - Nesse mesmo dia partimos para Granada onde chegámos a meio da tarde mas com melhor tempo e melhor acolhimento. A neve na Sierra Nevada era já visível. Ainda que por vezes chovesse, ainda conseguimos visitar a 'Real Capilla de Granada' onde estão sepultados numa cripta, sob os seus mausoléus, os reis católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão, a rainha Joana a louca e o marido, o rei Felipe I, e o príncipe D.Miguel de Portugal que aqui faleceu aquando de uma visita. Passeámos um pouco pela cidade e, no dia seguinte, 'miércoles', cerca das 09h00 lá entrámos para visitar 'La Alhambra' (ou 'A Vermelha') e o Generalife (onde o rei e a corte podiam descansar durante o verão em clima mais ameno). Em 'La Alhambra' há quatro polos do maior interesse: o palácio de Carlos V (cujo único ponto de interesse é o seu pátio redondo interior), el-Alcazar (local da guarnição militar), os palácios de 'La Alhambra' propriamente dita (com pátios belíssimos como o Pátio dos Leões que estavam em recuperação) e os seus lindíssimos jardins. No Generalife, como não podia deixar de ser, a construção é muito mais leve e os seus pátios com os jardins e fontes são belíssimos. Em todos estes complexos é notório o amor à beleza, à cor, ao gosto pelo convívio e ao apreço à natureza. Daqui do alto pode-se ainda apreciar uma vista fabulosa do bairro árabe com as suas tão características casas, branquinhas e viradas para o palácio.



SEVILHA - Outra vez. Na 5ªfeira, 'jueves', uma vez que o percurso da viagem se alterou um pouco, em vez de irmos a Toledo e Aranjuez, regressámos a Sevilha e visitámos o que nos mais faltava: a Catedral (o seu tesouro é sumptuoso ...), com o Pátio das Laranjeiras e a Giralda (a sua torre) a que se pode subir facilmente uma vez que em lugar de degraus possui uma rampa e do seu topo pode-se desfrutar uma vista espectacular de Sevilha, e 'El Alcázar Real de Sevilha'.
É verdade que se pagam entradas em tudo o que é visitável, e às vezes não são tão baratas como gostaríamos, mas tudo está muito cuidado e limpo e tratado como deve ser.



A meio da tarde regressámos a Lisboa ainda a tempo de jantar.


terça-feira, 15 de julho de 2008

CELTIC LEGENDS - Lisboa - 11/07/2008

Não sabemos há quanto tempo começámos a gostar da música, cantares e danças da Irlanda. Mas o certo é que o som do violino, do banjo e das violas harmoniosa e alegremente misturados com a concertina nos encanta já há muitos anos. Também os cantares que nos falam da cerveja, do tabaco e do mar nos fazem sonhar com grandes veleiros, ondas alterosas e, finalmente, o aconchego do porto e dos amigos. Mais recentemente descobrimos as danças, o vigor e a mestria do sapateado, nos DVDs do fabuloso Michael Flatley. Por isso, quando há cerca de um mês vimos anunciado o espectáculo “Celtic Legends”, decidimos de imediato assistir... e foi um espectáculo ...
Apesar de saber a pouco. No entanto, foram duas horas seguidas em que, como dizia o nosso vizinho de plateia, só faltou a caneca de “beer”. A música irlandesa deixa-nos sempre com vontade de bater o pézinho e, ao ver os dançarinos a executar o seu sapateado, sentimo-nos transportados para um alegre e fumarento bar ali para as costas da Irlanda Ocidental, ferozmente batidas pelo Atlântico Norte. Também a voz do solista e as suas baladas nos transportaram para um país de lendas e neblinas, de fadas e duendes, um país do nosso imaginário infantil. Enfim, gostámos muito ... e não fomos os únicos ... por favor, voltem e tragam mais ....

terça-feira, 27 de maio de 2008

Lisboa - Maio/08

Na passada semana resolvemos fazer um pequeno passeio matinal por Lisboa que nos levou desde o alto do Parque Eduardo VII, passando pelo Chiado, indo até ao Cais do Sodré, chegando mesmo a Santos, voltando pelo Terreiro do Paço para o Rossio. Nesta volta tivemos muitas oportunidades de ver coisas: umas mais bonitas do que outras, mas em geral interessantes. Três delas nos chamaram a atenção: uma exposição de esculturas de Baltazar Lobo, o jardim de S.Pedro de Alcântara e um trabalho colectivo de escolas de todo o país chamando a atenção das pessoas para o problema dos fogos florestais.
A exposição de Baltazar Lobo é interessante, tem bons trabalhos, mas perde um pouco por estar junto de trabalhos do Botero que, embora também sejam belas esculturas de senhoras bastante avantajadas, são de estilo diferente.
Os trabalhos de reparação do jardim de S.Pedro de Alcântara já estão acabados e permitem que um belo recanto de Lisboa esteja disponível para ser desfrutado: não apenas a sua vista – o que já é muito – mas também o próprio jardim em si mesmo: as flores, a sombra, o repouso.
No Terreiro do Paço havia uma mancha de cor alertando para a mancha de morte que tantas vezes se podem ver pelo nosso país como consequência dos fogos florestais. Foi uma belíssima ideia a destas escolas. E foi um belo passeio.

Alcabideche - Moinho Americano

Alcabideche. Há dias atrás tivemos conhecimento da existência de um moinho de vento americano em Alcabideche que fora recentemente recuperado. ‘Moinho americano’ significa que é um ‘moinho de vento de armação metálica’, isto é, o seu engenho motor, em vez de ser o tradicional em madeira, é todo em metal. Ao contrário dos moinhos do mesmo tipo existentes na região do Bombarral e do Cadaval , que são muito grandes, este é pequeno, não deixando, contudo de ter exactamente as mesmas características. Encontra-se na Praceta do Moinho, junto às instalações da Junta de Freguesia e possui, como complemento da sua missão, um Centro de Interpretação onde se encontram alguns apetrechos usados na picagem e, sobretudo, onde se prepara e faz o pão que os miúdos das escolas tanto apreciam aquando das suas inúmeras visitas de estudo que começam com uma volta pelo moinho onde se pode assistir à moagem que foi previamente explicada; depois, a farinha obtida é levada para o C.I. onde é peneirada e preparada para ser amassada. Aguarda-se que fermente, tempo que é usado para outras actividades relacionadas com o moinho e com o pão, e fazem-se os pãezinhos que são colocados num forno existente no edifício do moinho. Após a sua cozedura são comidos no meio de um ambiente de festim que só a genuinidade – das crianças e do pão natural – pode originar. Este moinho pertence à Câmara de Cascais e o Dr. António Paraíso é a sua alma. É pena que com a documentação existente em sua posse ele ainda não tenha tido oportunidade de editar um livro preservando toda a história da sua recuperação, todos os conhecimentos tanto dele como do último moleiro que neste moinho trabalhou e que o vendeu à autarquia.
As imagens anexas mostram:
1 - uma vista geral exterior do moinho
2 - algumas das rodas metálicas das transmissões existentes no 'inferno', isto é, por baixo do piso onde se encontram as mós
3 - uma vista geral interior
4 - o sistema de maogem em funcionamento
5 - a máquina para limpeza de cereal que aqui chamam de senselardor, noutros lugares chamam aviadouro
6 - os três tipos de cereal aqui moídos, embora neste momento as mós, que são duas como se pode ver em 3, estejam ocupadas pelo trigo - a da esquerda - e pelo milho - a da direita.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Guerra Peninsular - Torres Vedras - 16/17.05.08

Embora não sejamos de Torres Vedras esta cidade não deixa de nos cativar por diversos motivos. Um deles é um Encontro patrocinado pela Autarquia que se vem realizando há onze anos sob diversos temas. Embora tenhamos tido contacto com eles através das suas Actas este foi o primeiro anos em que assistimos à sua realização durante os dois dias em que se falou sobre a Guerra Peninsular. No próximo ano, e na sua sequência, o tema será As Linhas de Torres. Achámos muito interessantes as comunicações porque versaram sobre temas que não é frequente ouvir; os estudiosos do tema que estiveram presentes – um francês, um polaco, dois espanhóis e vários portugueses – conseguiram cativar a assistência não só pelos seus temas mas também pela forma como os apresentaram. Mas os temas eram muito curiosos e ajudaram os presentes a completar as ideias já existentes sobre esse período. Assim, alguns dos temas incidiram sobre o papel da Maçonaria na preparação e durante as Invasões Francesas, como chegaram (não chegaram ou eram deturpadas) a Madrid as notícias sobre a situação política e militar em Portugal, qual o papel dos esquadrões polacos ao serviço de Napoleão nas invasões, qual o papel a Marinha Portuguesa durante o conflito, qual o armamento ligeiro em confronto, o papel do caíque de Olhão que foi levar novas à Corte que fugira para o Brasil etc., etc.
Ainda bem que haverá mais Encontros destes porque a Cultura e os conhecimentos só fazem bem às pessoas, quer os estudem, quer com eles contactem! Nas imagens anexas podem ver-se o rosto do Programa, duas imagens com alguns dos intervenientes e outra, a última, com a presença do sr.Presidente da Câmara no acto de encerramento deste Encontro, o XI.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Torres Vedras - Feira Rural de Maio/2008

Mais uma vez se organizou a Feira Rural em Torres Vedras e, como não podia deixar de ser, não pudemos faltar. Um pouco mais ampla que na última edição, com algumas bancadas apresentando produtos de fora do concelho de Torres Vedras: referimo-nos aos vinhos do Sanguinhal que, como é hábito, são muito bons. Mais uma vez esteve assegurada a boa disposição com a presença de uma ‘bandinha’ de uns 6 ou 7 elementos que, além de tocarem bem e peças populares, ainda conseguiam dar um ar de alegria já que se distinguiam por cada elemento ter a cabeça coberta com algo diferente dos outros. E também são vendidos uns licores que ... bem, só provados!!!

C.S.Amaro de Oeiras + Singkreis Seltenheim 10/05

Já que se falou no Coro de Santo Amaro de Oeiras queremos deixar aqui expresso o quanto nos agradou assistir a um concerto em que este Coro esteve presente a convite do Coro Singkreis Seltenheim-Klagenfurt da Áustria. O Coro austríaco veio passar uns dias a Portugal e convidou o CSAO para um concerto no Auditório Eunice Munoz. Foi muito interessante, até porque nenhum dos coros fazia ideia do que o outro conseguia. E foi uma surpresa para ambos, tanto mais que o Coro austríaco já viajara por todo o mundo: Américas, Ásia, Oceania, África e Europa, claro. Bem ao contrário do português que foi uma única vez ao estrangeiro, a França. Como curiosidade registamos que o coro austríaco tem, por vezes, dois maestros: um homem que por vezes faz solos e uma senhora que o substitui quando isso acontece. Este concerto foi um exemplo do muito, e bom, que temos e se faz em Portugal e não damos a conhecer aos outros povos. No final dele, e em conjunto, foi executada a ‘Ode à Alegria’ da 9ª Sinfonia de Beethoven.