segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

FIM DE ANO 2007


A chamada ‘Passagem de Ano’ foi, uma vez mais, um acontecimento sem qualquer interesse, em que se comeu um pouco diferente do que se come todos os dias, em que as pessoas cantam umas ‘brasileiradas’ sem qualquer interesse e relação com a nossa cultura, em que muita gente aproveita para dizer umas larachas que normalmente não diria noutras alturas, em que alguns aproveitam a ocasião para fazer umas parvoíces, e outros se gostariam de divertir um pouco mas não sabem como fazê-lo, caindo em exageros nada recomendáveis. Outros, apesar de tudo muitos – quem diz que a vida está cara?, para esses parece que não há quaisquer situações de crise - aproveitam para mostrar que a vida, afinal, não está tão cara como eles próprios muitas vezes dizem, gastando fortunas em jantares e bailes que, por incrível que pareça – porque será? - não trazem nada à sua felicidade ou bem estar. Nem às dos outros. Servem apenas para mostrar a hipocrisia reinante no nosso país de pobrezinhos – os mais pobres da Europa – mas que têm a mania de que são grandes. Que tristeza. Enfim, uma noite em que nos deitámos tarde sem ter encontrado qualquer coisa de interesse ou ganho moral. Até o fogo de artifício que ardeu no Parque das Nações não passou de mais do que isso: ardeu. Sem interesse, pobre, feio, limitado. Para esquecer. As pessoas regressavam com as caras de frustração que eram de esperar perante tanta pobreza. Mas grande publicidade. Como agrada à nossa tão querida classe de políticos. Se o ano de 2008 em Lisboa for tão agradável e rico como o fogo de artifício que nos impingiram na passagem do ano de 2007 para 2008, estamos feitos... Bem podemos limpar as mãos à Câmara de Lisboa. Muita palha mas pouca uva.
Bom. Nem tudo foi mau: aproveitámos para rever Amigos, o que já por si foi muito bom.

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